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Ilhéus Projeta Nova Era Cultural com Centros de Cultura Populares nas Quatro Zonas da Cidade

 


O projeto arquitetônico, assinado por Paulo Rosário, apresenta uma estrutura moderna e funcional, pensada para ser um marco visual e um espaço de acolhimento. 



Da Redação Local - Cultura

Com projeto arquitetônico de Paulo Rosário e artístico de Pawlo Cidade, os novos complexos culturais visam descentralizar a arte e fortalecer a cidadania em bairros estratégicos.

ILHÉUS – A paisagem urbana e cultural de Ilhéus está prestes a passar por uma transformação profunda. Um ambicioso projeto de descentralização cultural prevê a criação de quatro unidades do Centro de Culturas Populares (CCP), estrategicamente distribuídas pelas zonas norte, sul, leste e oeste do município. O objetivo é levar infraestrutura de ponta e fomento artístico para além do circuito tradicional, alcançando comunidades historicamente distantes dos equipamentos culturais públicos.

As unidades serão instaladas no Iguape (Zona Norte), no bairro Nossa Senhora da Vitória (Zona Sul), no Teotônio Vilela (Zona Oeste) e na Avenida Soares Lopes (Zona Leste/Centro).

Arquitetura a Serviço da Comunidade

O projeto arquitetônico, assinado por Paulo Rosário, apresenta uma estrutura moderna e funcional, pensada para ser um marco visual e um espaço de acolhimento. O design privilegia a versatilidade, permitindo que o mesmo prédio abrigue diferentes manifestações artísticas simultaneamente.

Segundo o projeto, cada unidade contará com:

  • Cineteatro de Bolso: Com capacidade para 56 lugares e dois camarins, ideal para apresentações intimistas, exibições audiovisuais e palestras.

  • Espaços Multiuso: Salas de ensaio e de oficinas para dança, música, teatro e artes visuais.

  • Fomento à Leitura e Artes Plásticas: Biblioteca comunitária e um foyer destinado a exposições de artistas locais.

  • Infraestrutura Completa: Salas de administração, almoxarifado e áreas de convivência.

O Conceito Artístico e Social

A alma do projeto, o conceito artístico e de gestão, leva a assinatura do gestor cultural Pawlo Cidade. O CCP não é definido apenas como um prédio, mas como um "centro de convivência, cidadania, cultura e arte". A proposta busca estabelecer uma troca real de experiências, oferecendo formação e qualificação para os artistas locais.

"Trata-se de um centro cultural comunitário onde a gestão é compartilhada", afirma o conceito do projeto. O modelo de administração prevê a criação de conselhos gestores formados por membros de associações de moradores, entidades culturais e conselhos de assistência social. Serão esses conselhos os responsáveis por formatar o Plano de Trabalho e a programação de cada unidade, garantindo que a cultura oferecida dialogue diretamente com a realidade de cada bairro.

Impacto nas Periferias

A escolha das localidades reflete a necessidade de democratizar o acesso à cultura. No Teotônio Vilela e no Nossa Senhora da Vitória, bairros de grande densidade populacional, o CCP servirá como um catalisador de talentos juvenis e um espaço de proteção social através da arte. No Iguape, reforça a identidade da zona norte, enquanto a unidade da Avenida Soares Lopes servirá como um ponto de convergência entre o centro histórico e a orla leste.

Com o lema "Comunidade, Cidadania e Participação", os Centros de Culturas Populares prometem ser o maior investimento em infraestrutura cultural capilarizada da história recente de Ilhéus, transformando a convivência urbana através da produção artística local.

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