Com leis de incentivo inovadoras e um olhar atento ao patrimônio material, imaterial e natural, o município sul-baiano consolida-se como referência nacional em salvaguarda histórica.
Por Redação Local
Ilhéus não é apenas o cenário dos romances de Jorge Amado ou a capital do cacau; a cidade agora ostenta com orgulho o título de "Cidade da Cultura". O reconhecimento não vem por acaso, mas sim como fruto de uma gestão pública que colocou a preservação do Patrimônio Histórico Cultural no centro de sua estratégia de desenvolvimento sustentável e identidade local.
O Triângulo da Preservação: Material, Imaterial e Natural
Diferente de abordagens tradicionais que focam apenas em prédios antigos, o governo de Ilhéus tem se destacado pela visão holística. A salvaguarda abrange três pilares fundamentais:
Patrimônio Material: A restauração de casarões coloniais, igrejas seculares e o icônico Centro Histórico.
Patrimônio Imaterial: O fomento às tradições rurais, aos saberes do cacau e às manifestações religiosas e populares que formam a alma do povo ilheense.
Patrimônio Natural: A proteção da Mata Atlântica e das orlas marítimas, entendendo que a paisagem natural é o berço onde a história da cidade foi escrita.
Inovação Legislativa: Preservar é um Bom Negócio
O grande diferencial que coloca Ilhéus na vanguarda da gestão pública é a criação da nova Lei de Preservação do Patrimônio. O mecanismo é direto e eficaz: o governo municipal oferece isenção de tributos para empresários e proprietários que investirem na conservação ou reconstrução de imóveis de valor histórico.
Essa parceria público-privada permite que o setor produtivo participe ativamente da manutenção da memória da cidade. "Ao isentar tributos de quem cuida do nosso patrimônio, transformamos a preservação em um ativo econômico. O empresário ganha competitividade e a cidade ganha um centro revitalizado, atraindo mais turismo e gerando empregos", afirma a gestão municipal.
Referência na Bahia: O Título de Cidade da Cultura
O esforço contínuo rendeu a Ilhéus o título de referência na preservação do patrimônio cultural na Bahia. Ao ser coroada como a "Cidade da Cultura", Ilhéus envia uma mensagem clara para o restante do estado e do país: o progresso não precisa — e não deve — atropelar a história.
Visitantes que caminham pelas ruas de pedra do centro agora encontram um ambiente onde o passado dialoga com o presente. Museus revitalizados, fachadas recuperadas e um calendário cultural vibrante são provas de que a "Princesinha do Sul" sabe que seu maior tesouro é a sua própria trajetória.
Um Legado para as Próximas Gerações
A importância do patrimônio histórico vai além do turismo. Ele é o fio condutor da cidadania. Ao preservar um monumento ou uma tradição, Ilhéus garante que as futuras gerações conheçam suas raízes e tenham orgulho de sua origem.
Com a vanguarda legislativa e o compromisso com a salvaguarda integral, Ilhéus prova que é possível ser uma cidade moderna sem perder a essência. O título de Cidade da Cultura é apenas o começo de uma nova era onde a história é, verdadeiramente, o maior investimento.
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